Entenda as regras e como evitar o GFV (Good Faith Violation)

Publicado por Avenue em janeiro 13, 2021 | Atualizado em fevereiro 22, 2021
Tempo de leitura: 6 minutos

Investir no mercado americano com a Avenue, onde toda a experiência é desenhada para oferecer simplicidade, permite que você invista com mais facilidade e rapidez.

De qualquer maneira, para se ter uma experiência otimizada no mercado, pode ser importante conhecer algumas regras e condições importantes. Foi pensando nisso que elaboramos este conteúdo especial sobre o tema, explicando o que é GFV (Good Faith Violation) e como evitar esse tipo de situação.

Qual a importância de operar dentro das boas práticas do mercado?

O mercado financeiro é um ambiente onde se deve ter responsabilidade e transparência. Afinal, esse universo é uma avenida para o fluxo do capital de investidores em todo o mundo, sejam eles institucionais ou pessoa física.

Por isso, esse mercado é regulado por uma série de regras fundamentais, que geralmente garantem a manutenção de um ambiente de negócios mais saudável e transparente. Nesse sentido, as regras existem para proteger as pessoas e instituições que querem investir em dólar, auxiliando no bom funcionamento do mercado.

Por esse motivo que é importante falarmos de Good Faith Violation. Conforme será visto a seguir, essa é uma condição exclusiva para quem opera no mercado americano, tanto em ativos da NASDAQ como da NYSE. Muitas vezes, o erro que causa a violação não é intencional, mas, ainda assim pode gerar uma advertência ou punição ao investidor.

O que é GFV (Good Faith Violation)?

Em português, GFV remete à violação da boa-fé. Essa situação acontece sempre que um investidor vende um título antes de pagar inteiramente pela compra inicial. Nós entendemos que, em um primeiro momento isso possa soar complicado. Mas fique tranquilo, pois não é.

Já aqui, você pode se perguntar:

O que significa essa tal violação? Como um investidor pode causar isso? Uma GFV acontece quando uma operação no mercado financeiro quebra a confiança nesse investidor. O exemplo mais comum de uma GFV é comprar ativos com fundos não liquidados e, então, vender esse mesmo ativo antes que a liquidação inicial quite a primeira compra.

Está parecendo um pouco abstrato? Sem problemas. Pensando nisso, nós elaboramos três exemplos simples para demonstrar quando e por que o GFV acontece.

Cenário 1

1.     Imagine que você tem US$ 0 (zero dólares) no saldo da sua conta na corretora;

2.     Na segunda-feira de manhã, você vende ações da empresa A, recebendo US$ 10 mil resultantes da venda na sua conta;

3.     No mesmo dia pela tarde, você decide comprar ações da empresa B, usando os US$ 10 mil disponíveis na sua conta;

4.     Se você vender as ações B antes de quarta-feira, ocorrerá uma violação de boa-fé.

Por que isso acontece?

Nesse cenário, a GFV aconteceu porque não se esperou pela data de liquidação da venda das ações da empresa A. Como pode conferir em nosso FAQ, a liquidação de ativos no mercado americano é D+2 , ou seja, acontece dois dias úteis após a operação, tanto de venda como de compra.

Percebe o que aconteceu no cenário 1? Nesse exemplo, ocorre uma GFV porque você realizou a compra e a venda de um ativo da empresa B com valores não liquidados (saldo das ações de A).

Nesse caso, porque o dinheiro aparece como disponível na minha conta?

Esse é o princípio da boa-fé. A corretora disponibiliza o recurso imediatamente após a sua negociação, possibilitando que você agilize novas decisões de investimento, como novas compras ou retiradas. Para evitar a GFV no cenário 1, bastava aguardar e vender as ações da empresa B após a data de liquidação da venda dos papéis de A.

Cenário 2

1.     Imagine que você tem US$ 5 mil no saldo da sua conta na corretora;

2.      Na segunda-feira de manhã, esse valor é usado para a compra de US$ 5 mil da ação A;

3.      Ao meio-dia, você decide vender essas ações A por US$ 5.500;

4.      Pela tarde, você usa esse saldo para comprar US$5.500 da ação B.

Já nesse cenário não ocorreu nenhuma violação de boa-fé. Basicamente, isso aconteceu porque você já tinha o saldo disponível e liquidado na sua conta para realizar a compra e venda das ações A. Diferente do exemplo anterior, em que houve a negociação de papéis comprados com saldos ainda não liquidados.

Cenário 3

1.     Imagine que você tem US$ 100 mil no saldo disponível na sua conta;

2.      Além disso, você tem US$50 mil de crédito de uma venda não liquidada, que ocorreu na sexta-feira, mas que só será liquidada na terça-feira (D+2);

3.      Na segunda-feira de manhã, você usa esse saldo para comprar US$ 150 mil da ação A.

Até aí, tudo bem! Afinal, comprar ativos com saldos não liquidados não é uma violação de boa-fé. Entretanto, se você vender os papéis de A antes da terça-feira, ocorrerá uma GFV, pois, assim como no primeiro exemplo, a venda de ações compradas com saldos ainda não liquidados gera uma violação.

Quais as regras da Good Faith Violation?

Como pode ver, a violação da boa-fé é algo que pode acontecer facilmente, mesmo que o investidor não tenha a intenção. Por isso, esse é um conhecimento importante para quem quer começar a fazer investimentos nos Estados Unidos.

Agora que você tem uma noção do que gera uma GFV, chega o momento de entender sua regra básica e a consequência da quebra desta regra. No mercado americano, todo investidor pode realizar no máximo duas Good Faith Violations no período de um ano e não ser punido por elas.

Quando o investidor comete três violações de boa-fé dentro de um período de 12 meses, a sua compra de ativos só pode acontecer quando se tem caixa liquidado disponível. Essa condição se mantém pelo período de 90 dias.

Quando ocorre essa quebra de confiança do mercado no investidor, ele não consegue mais utilizar, imediatamente, o saldo de uma venda para a compra de outros ativos. Com essa punição, ele deve esperar até a liquidação da operação anterior e então realizar a sua compra.

Como evitar essa violação?

A regra é clara: não venda ativos que foram comprados com saldos ainda não liquidados. Isto é:

1.      Vendeu B na segunda-feira por US$5 mil;

2.      Também na segunda-feira, usou esse saldo para comprar C;

3.      Mais tarde no mesmo dia, vendeu C, sendo que o valor usado para comprar C só estaria liquidado na quarta-feira.

No fim, para investir e evitar as Good Faith Violations, basta ficar atento à data de liquidação das suas operações anteriores. Com a Avenue, a regra é objetiva: data da operação + 2 dias úteis, também conhecida por T+2, ou seja, transaction day + 2.

Agora que você sabe como fazer investimentos, comprando e vendendo sem cometer nenhuma GFV, aproveite o momento para comentar a sua opinião sobre o tema.