Rendimento de dividendos: entenda mais sobre o assunto

Publicado por Avenue em dezembro 16, 2020 | Atualizado em fevereiro 22, 2021
Tempo de leitura: 8 minutos

Afinal, como funciona o rendimento de dividendos? Essa é uma pergunta relativamente comum no mundo dos investimentos. Sendo assim, elaboramos este guia sobre o tema, na tentativa de esclarecer o conceito dessas ações, o mecanismo de rentabilidade e o cálculo desse lucro.

Por isso, acreditamos que essa é uma leitura interessante para quem busca investir no mercado americano, já que em suas bolsas existem empresas que pagam dividendos.

O conceito dos dividendos

O mercado financeiro possui alguns termos e expressões especiais. Dividendos é uma delas, e diz respeito a um dos tipos de lucros que as suas ações podem gerar. Tecnicamente, ele consiste na distribuição parcial dos ganhos da empresa aos seus investidores, os ditos acionistas.

Todavia, não são todas as companhias que pagam dividendos. Na realidade, a decisão de distribuir esses ganhos sempre parte da determinação do conselho administrativo da empresa. Um exemplo superficial, mas bem intuitivo pode ser visto no desempenho de novas companhias na bolsa.

Primeiro, imagine uma startup de tecnologia. Em seus primeiros anos, o objetivo dessa empresa é captar recursos e reinvestir na sua operação, ganhando corpo, presença, visibilidade e mercado. Como existem muitas finalidades para os ganhos dessa organização, é baixa a probabilidade de que ela pague dividendos.

Por outro lado, podemos imaginar uma empresa do setor bancário. Normalmente, elas são vistas como pagadoras de dividendos, não apenas pelo rendimento em si (Dividend yield ou DY), mas também pela consistência com que fazem essas distribuições aos acionistas.

Historicamente, existem setores que são mais propensos ao pagamento consistente dos dividendos. Como exemplo, podemos citar as empresas atuantes no setor bancário, financeiro, saúde, farmacêutico e utilidades públicas, como eletricidade, saneamento, água e afins.

Entretanto, vale salientar que essa não é uma regra. Existem empresas de tecnologia que pagam dividendos da mesma maneira que existem bancos que não fazem essa distribuição. Na realidade, isso é apenas um exemplo, que aponta momentos oportunos e inoportunos na trajetória de uma companhia para a distribuição dos seus ganhos.

O atrativo dessas ações no mercado

Mas a esse ponto, existe uma pergunta que se sustenta: o que faz com que as ações pagadoras de dividendos chamem tanta atenção no mercado? Afinal, a bolsa de valores americana está repleta de ativos e oportunidades, entre stocks, ETFs,REITs, ADRs e afins.

A realidade é que as ações de dividendos, também conhecidas em inglês como Dividend Stocks, são ativos que atraem o investidor pela sua regularidade, representada pela combinação entre a periodicidade dos ganhos e a previsibilidade de que existirão esses retornos.

Inclusive, essa é uma definição para as ações que são vistas como “boas pagadoras de dividendos”. Aos olhos dos investidores, uma ação desse tipo é caracterizada por empresas geralmente bem estabelecidas no mercado e que apresentam um longo histórico de distribuição aos acionistas.

Por fim, vale entender porque as companhias tomam a decisão de pagar ou não os dividendos. Na realidade, essa é uma dúvida que possui várias respostas. De certa forma, o pagamento pode ser considerado um atestado de compromisso ao acionista, sendo visto como um reconhecimento à confiança dedicada pelo investidor.

Além disso, as empresas decidem continuar o pagamento dos dividendos para sustentar a reputação de boas pagadoras, já que isso melhora a sua atratividade no mercado – que é a terceira motivação. Afinal, muitos investidores na bolsa de valores podem priorizar os ativos com essa característica.

Em um todo, as ações pagadoras de dividendos podem ser positivas, pois podem aumentar a regularidade dos seus ganhos, trazendo certa previsibilidade à carteira. É por isso que alguns investidores enxergam nesses papéis a oportunidade perfeita para aplicar o montante que sustentará suas aposentadorias, coletando os dividendos como fontes de renda passiva.

O rendimento dos dividendos

O que paga dividendos? Além das ações de algumas empresas, também existem ETFs pagadores, sendo que um exemplo disso são os REITs, os fundos imobiliários americanos.

Em um segundo momento, vem a curiosidade: de onde saem os dividendos? Na maioria das vezes, eles são uma parcela do lucro líquido realizado pela empresa durante um período. Normalmente, a organização absorve a maior parte desses lucros e distribui uma parcela menor na forma de dividendos.

Por outro lado, vale lembrar que as empresas também podem distribuir os seus lucros mesmo em períodos que não auferiram lucro. Apesar de soar contraintuitiva, essa é uma estratégia importante, pois demonstra que a companhia e o conselho valorizam a reputação de pagadoras de dividendo.

Apesar de não ser uma regra, algumas empresas, mesmo sem realizar lucro líquido, realizam o pagamento de seus lucros, mantendo a regularidade no seu histórico de distribuição de lucros aos acionistas. Outra curiosidade a ser abordada é a periodicidade desses pagamentos.

Geralmente, os dividendos são pagos em uma frequência que pode ser previamente agendada, com pagamentos mensais, bimestrais, trimestrais, semestrais ou anuais. Por outro lado, também existe o pagamento de dividendos extraordinários, que fogem à previsibilidade das distribuições regulares.

Um exemplo disso foi realizado pela Microsoft em meados de 2004 quando distribuiu um dividendo de US$ 3 por ação – o que foi uma excepcionalidade, considerando que a empresa costumava distribuir lucros entre US$ 0,08 e US$0,16 por ação.

À época, esta empresa da área de tecnologia justificou a estratégia por conta do desempenho realizado pela empresa, tanto comercial como financeiramente, além de possuir excelentes perspectivas para os próximos anos.

Por fim, vale destacar como investir em ações pagadoras de dividendos. Basicamente, da mesma forma que você faria com qualquer outra ação negociada na NASDAQ e na NYSE, bastando informar o ticker e a quantidade na plataforma da sua corretora e comprar o volume desejado.

No momento de receber os dividendos, esses valores são depositados na sua conta da corretora. Então, você pode usar esse saldo para reinvestir na ação pagadora do dividendo, comprar outros ativos ou simplesmente sacar.

O cálculo do Dividend yield

Também conhecido como DY, o Dividend yield é a métrica que indica o rendimento do dividendo, basicamente, sendo uma equação simples de dividendo/preço da ação. Ou seja, o DY indica o quanto a empresa paga em proporção ao preço do ativo.

O indicador final é apresentado como uma porcentagem. Para facilitar a compreensão, veja esse exemplo:

  • empresa fictícia com ações a US$ 100;
  • essa companhia anuncia o pagamento de um dividendo anual de US$ 5;
  • DY = dividendo anual por ação/preço por ação = 5 / 100 = 0,05;
  • o rendimento do dividendo (DY) é de 5%.

É nesse sentido que pode ser interessante acompanhar periódicos e publicações financeiras que compilem empresas pagadoras de dividendos. Além de geralmente apresentar o DY dessas ações, esses artigos também podem melhorar o seu processo de decisão, avaliando qual o histórico dessas empresas na distribuição de lucros aos acionistas, evitando a compra de um ativo que apenas temporariamente está pagando dividendos.

A importância do apoio especializado

Para finalizar, pode ser importante contar com o apoio especializado. Aqui, dizemos em todos os sentidos. É interessante que você conte com uma corretora séria, que possui as certificações regulatórias do mercado americano, uma plataforma ágil, analistas licenciados e referência informacional.

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